segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Harmonia conjugal a partir da comunhão Trinitária

Meu objetivo aqui não é tanto mostrar como se dá pormenorizadamente a harmonia conjugal a partir da comunhão Trinitária, esta missão de observar o padrão do inter-relacionamento do Deus Tri-Uno deixo para o casal fazer diante da Palavra nos seus momentos de devoção juntos. Meu intento é simplesmente afirmar que só podemos ter harmonia conjugal se olharmos para o padrão Divino. Que Deus te abençoe nessa reflexão.

Em Gn 2.18, disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só. Deus não criou o homem e a mulher ao mesmo tempo. Primeiro foi o homem, depois a mulher, apesar de que os dois estavam na mente de Deus desde a eternidade. Deus afirmou que a solidão não é algo bom, por isso criou a mulher para o homem.

A solidão não expressa o Deus Tri-uno que goza de companhia e plena comunhão desde a eternidade. Quando você vê as descrições das 3 Pessoas da Trindade na Palavra, percebe que não são 3 Pais, ou 3 Filhos ou 3 Espíritos Santos. Antes, são 3 Pessoas distintas que possuem a mesma natureza ou valor Divino com funcionalidades diferentes. Daí você entende também que Deus não é uma só pessoa que aparece em três momentos distintos (AT, Evangelhos e Igreja) com três funções distintas respectivamente (Pai, Filho e Espírito Santo). Não, na verdade, é um só Deus subsistindo eternamente em três pessoas distintas possuindo funções distintas e que desfrutam eternamente um com outro de plena amizade, de pleno amor, de pleno conselho, de pleno respeito, de pleno entendimento, de pleno contentamento das suas atribuições, de plena harmonia...

Deus criou homem e mulher para que desfrutem dentro das limitações humanas a harmonia que as três Pessoas possuem. O homem e a mulher que compreendem bem o padrão da Trindade e como se inter-relacionam, penso que perceberão bem que, da mesma forma, os dois têm o mesmo valor, não obstante possuírem diferentes funções. No entanto, muitos casais se separam porque brigam por causa dos papeis dentro do lar muitas vezes confundindo valor e função. Liderança e submissão, por exemplo, são funções que observamos na economia Trinitária. Igualmente liderança e submissão são funções que se complementam exercidas por pessoas que têm o mesmo valor, feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26).

Ressalto, dizendo que não faz sentido brigar com o cônjuge quanto aos papeis, pois não foi nenhum nem um nem o outro quem os planejou. A decisão dos papeis veio dAquele que conhece o início e o fim de cada vida na terra, o início e o fim do mundo, dAquele que sabe o que é o melhor para o casal. Podemos confiar plenamente que a escolha dos papeis foram feitas pela Maior e Mais Sábia Mente que há. Assim, Deus nos ensina que a única maneira possível de se existir plena harmonia no relacionamento conjugal é levando em consideração esta condição básica para o casamento.

Ao invés de reclamar do papel, simplesmente, busque compreende-lo, aprende-lo, aceita-lo, vive-lo, desenvolve-lo e aprimora-lo. O líder aprenda a liderar em amor e a mulher, a cooperar com alegria. Aqui cabe um alerta quanto aos padrões da família contemporânea, pois reitero, o padrão está na Tri-Unidade Divina. Mas o mundanismo distorce o valor e as funcionalidades do casamento. De qualquer forma, seja o mundo tentando e Satanás impondo suas forças contra o padrão divino para a família, problemas de aceitação de papeis existem entre casais porque não há comunhão com este Deus Tri-Uno e a devida percepção de suas perfeitas e harmoniosas funções. O desafio é um e o outro olharem para Deus.

Novamente, o padrão da distinção de funções e consequente harmonia se encontra na diversidade existente na Trindade. Na Trindade há perfeita harmonia e nenhum tipo de ruído. Se contemplarmos o inter-relacionamento do Deus Trino aplicando ao nosso casamento, também teremos um casamento harmonioso, feliz, emocionante e sem ruídos, o casal aprenderá a enfrentar os problemas juntos com a graça de Deus.

A partir de Deus, compreenderemos bem o nosso valor e a nossa função, daí não haverá desentendimentos, por exemplo, sobre quem lidera ou deixa de liderar, como liderar ou como não liderar e o que é liderar e o que não é liderar. Caso contrário, se vivermos a lutar um contra o outro em busca de autopromoção funcional e independência dentro do lar, não fará sentido a existência de uma sociedade conjugal como esta que foi criada para ser harmoniosa e mútuo-dependente. Como a separação é autorizada apenas por Deus por meio da morte, então, o casal, numa situação assim, deve quebrantar o orgulho e buscar o padrão de Deus urgentemente. Senão, o casamento será como trabalhar num lugar onde não se agrada e não espera a hora de encontrar outro melhor, quando na verdade, o problema não está no trabalho, mas na perspectiva distorcida do coração humano.

Estes dois versículos nos ensinam que a harmonia do Deus Tri-Uno no casal é o brilho da relação matrimonial. Recentemente assisti um vídeo onde havia um baixista com seu baixo numa praça e um chapéu em sua frente no chão. Ele estava como uma estátua, parado, pronto para iniciar uma música. Só que até alguém colocar uma moeda dentro do chapéu não iniciou nenhuma.

Uma garotinha apareceu em sua frente e ofertou. Nossa! Começou a apresentação! Ele tocava muito bem ‘‘Ode Alegria’’ com muita habilidade e propriedade. Estava tudo muito lindo e agradável. Algumas pessoas começaram a observa-lo até que...

...Até que apareceu uma senhora caminhando com um violoncelo completamente afinado na mesma tonalidade do baixo. Ela se sentou ao lado do baixista e passou a acompanha-lo.

Nossa! Que maravilha! Que harmonioso! Que emoção! A entrada dela abrilhantou a música! Deu mais vida, mais vontade de se escutar! Quem conhece o baixo sabe que sozinho não tem muita intensidade no som por ser muito grave, apesar de ter um timbre muito bonito. Quando a violoncelista começou eu me arrepiei todinho! Meus olhos se encharcaram de lágrimas ao ver tão linda harmonia! A entrada dela foi perfeita! Mais pessoas que passeavam na praça paravam ao redor e contemplavam aquela harmonia.
Não bastasse toda aquela emoção que estava sentindo, pouco tempo depois alguns instrumentos de sopro chegaram! Não me contive e chorei! Nossa! Mais instrumentos de cordas chegando! Outros de sopro! E por fim os de percussão!

As pessoas agora se levantam dos bares, dos bancos, as crianças param de brincar, uma se pendura no poste para contemplar (como Zaqueu), as pessoas param de passear e todos se tumultuam ao redor de uma linda orquestra que se formava.

Era uma linda orquestra emocionante, que me fazia e fazia a todos fixarem atentamente os olhares para ver tão perfeita harmonia. Que nos impulsionava a parar quais fossem nossos afazeres, divertimentos e até, alguns, o vício no álcool.

Neste ponto me lembrei do Deus-Trino. Ora cada habilidade de cada instrumentista fora dado por Deus, a harmonia musical fora criada por Deus e contemplei o Ser do Deus Tri-Uno: ‘‘Como Tu és perfeito, harmonioso, inteligente! Quão detalhista e ao mesmo tempo ‘generalista’, Tu és.’’

Mas também aquele momento me fez ver com os olhos e ouvidos o porquê de Gn 2.18: ‘‘Deus disse: Não é bom que o homem esteja só!’’ Ora, não teríamos tanto brilho sozinhos! É a harmonia que traz emoção, é a harmonia que nos faz chorar, é a harmonia que desperta os olhares, é a harmonia a causa do casamento e não o egocentrismo! Foi a harmonia, que há no Deus Tri-Uno, que Deus criou para o casal. A melodia é importante, mas o verdadeiro espetáculo acontece na harmonia.

Você é casado? Deus te chamou para viver em harmonia com seu cônjuge e despertar reflexão e choro nas pessoas! O individualismo obscurece a grande apresentação. Deus te chamou para refletir a harmonia que há nele com o seu cônjuge. Deus vos chamou para testemunhar às pessoas sobre quem elas mais precisam: do Deus Tri-Uno, o único Ser que satisfaz uma vida, um relacionamento. Somente Ele é quem pode dar a orientação correta para o casamento. Quando vivemos em harmonia no casamento, tal como o Deus Tri-Uno, as pessoas aprendem de Deus e glorificam a Deus. Desafio-te a fazer a seguinte resolução: contemplar a harmonia do Deus Tri-Uno na Palavra e a viver uma vida harmoniosa a dois com seu digníssimo cônjuge.

Que Deus nos ajude a elevamos nossos olhares para o alto e para a Palavra a fim de conhecermos, juntos, o nosso maravilhoso Deus e vivermos nosso casamento em paz e harmonia olhando para o inter-relacionamento da Trindade.

E você,  por que quer casar?

Tibério Bezerra

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