domingo, 30 de outubro de 2016

3 tipos de batismo

Mateus 3.11-12:

Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo. A sua pá ele tem na mão, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo ao celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível.

Neste trecho, ainda no contexto da repreensão de João aos fariseus e saduceus que queriam ser batizados sem serem convertidos, encontramos a declaração de João: Ele batizará com o Espírito Santo e com fogo.

O que significa estes 3 batismos?

O batismo de João acontecia nas águas e simbolizava a profissão de fé no Messias acompanhada de arrependimento. Por ser realizado por nós, homens, que não podemos perscrutar corações, apenas confiamos na profissão verbal do candidato. O máximo que podemos fazer é julgar as obras visíveis. Mas o que dizer de pessoas que professaram, apresentaram ‘‘boas obras’’, foram batizadas, mas de fato nunca foram salvas? Isto reflete a nossa limitação na missão de batizar.

O batismo com Espírito Santo e fogo é realizado por Jesus. Perceba que João mesmo reconhece que o batismo de Jesus é mais eficaz do que o seu porque Jesus é mais poderoso do que ele.

Para explicar o significado dos batismos de Jesus, João ilustra com a imagem da limpeza de uma eira. Eira era um espaço plano de terra bem sólida onde se colocavam os cereais para secar e serem batidos para que fossem separados da palha (veja a imagem acima). A palha seria lançada fora e o cereal recolhido no celeiro (depósito).

Entendendo isto, perceba que Jesus, ilustrativamente, possui uma pá na mão e com ela fará a limpeza na eira, recolhendo o trigo e queimando a palha. Aqui é claro que João Batista está contrastando a salvação e a condenação. O trigo é batizado por Jesus com o Espírito e a palha, com fogo. Batismo com Espírito, então, é sinônimo de salvação e fogo, de condenação. Assim, o reino dos céus pertence aos que se arrependem e foram por Jesus batizados com o Espírito Santo. Aqueles que rejeitam a fé em Jesus e o arrependimento de pecados já estão condenados, aguardando a Consumação.

A passagem nos ensina que o Juiz do reino dos céus é Jesus, ele é quem tem a pá, ele é quem sonda corações, ele é quem é mais poderoso do que nós. Mas como devemos proceder na igreja local, representante do reino dos céus na terra?

Primeiro, não se apressando a sair condenando pessoas, pois podemos ‘‘queimar’’ o trigo. Também tendo o cuidado em confiar demasiadamente nas pessoas, pois podemos confundir a palha com o trigo.

Em contrapartida, também não podemos ser omissos, temos a missão de batizar pessoas nas águas e isto é uma maneira de julgar se são trigo ou palha. Diante da seriedade, temos que ter nesta missão muita cautela ao sair batizando qualquer um que diz: ‘‘Creio!’’, por outro lado, também ao excluir alguém de nossas igrejas. Que o batismo seja acompanhado de credenciais (frutos dignos de arrependimento) e a exclusão seja tão-somente por falta de arrependimento de pecados. O ponto aqui é provar as obras com critérios sólidos na Palavra e ter cuidado com os impulsos.

Quero dizer que não é uma missão fácil batizar! Que Deus nos ajude ao realiza-la, confiando sempre nele que não há de deixar que no seu celeiro (reino dos céus) entre um só fiapo de palha, apesar de entrarem em nossas igrejas locais, e que há de cuidar para que haja apenas trigo lavado pelo sangue do Cordeiro.


Tibério Bezerra

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